A menstruação no Alvorecer da civilização

Alvorecer da civilização

Tabu da menstruação

A situação da mulher só começou a se modificar quando os selvagens começaram a viver em grupos e a se entender por meio da linguagem, abandonando a vida nômade estabelecendo-se em sítios adequados para defesa coletiva contra inimigos naturais e onde havia água e alimentos para sustentar o grupo. Para as mulheres os sintomas da tpm nesse período  eram incompreensíveis.

O surgimento da Agricultura tornou possível o desenvolvimento de aglomerações populacionais mais importantes, aldeias, vilas e cidades. Aparecia então uma organização social com tarefas atribuídas aos homens e as mulheres, que teriam de prestar contas a alguém, geralmente aos mais velhos experientes membros da comunidade.

Mesopotâmia na história

Admite-se que a agricultura começou a ser praticada há cerca de 8000 Anos Antes de Cristo nos planaltos do Oriente Médio e mais tarde se deslocou para os vales à margens dos rios da região. A civilização propriamente dita começou cerca de três mil e quinhentos mil anos antes de Cristo, na Mesopotâmia, onde fica hoje o Iraque.

Foi na Mesopotâmia que apareceram os primeiros documentos escritos sobre a forma de ideogramas desenhados pelos babilônios em blocos de barro. Desses escritos primitivos desenvolveu-se a escrita cuneiforme, pela qual chegaram ao homem moderno as histórias dos sumérios, babilônios e assírios.

Por meio dos milhares de documentos deixados pelos cronistas da época, é possível imaginar hoje como viviam, amavam e guerreavam esses longínquos antepassados do homem que deram os primeiros passos da civilização.

Para atender aos interesses maiores da sociedade, a liberdade sexual praticada na vida selvagem já não era permitida. O acasalamento obedecer às regras pré-estabelecidas, surgindo então a oficialização do casamento. Condenava se igualmente tanto os jovem que permanecesse solitário e não tomasse uma mulher nem criasse filhos quantos jovem que não fosse de florada nem engravidasse.

O casamento monogâmico ocorria muito cedo e era arranjado pelos pais desde a infância, o mesmo antes do nascimento, dos futuros cônjuges. Ao chegar à puberdade, a moça deixava a sua família para ser acolhida na família do seu esposo, onde permanecia até a morte, a não ser que fosse estéril, podendo neste caso ser repudiada pelo marido.

Encorajadas pelos governantes e confrontados com a elevada mortalidade infantil, as mulheres assim casadas tinham filhos sucessivamente, menstruando, portanto, só raramente. Menstruar regularmente durante muitos anos era destino reservado apenas para aquelas que não conseguiam ter filhos e eram por isso mesmo consideradas doentes, sendo rejeitadas pelos maridos e condenados a prostituição.

Apesar de terem sido estudadas centenas de milhares de documentos acumulados nos três milênios de civilização na Mesopotâmia, não parece haver nenhuma referência específica a menstruação, o que reflete ou a sua raridade ou seu caráter antissocial.

Na maioria, as prostitutas eram inférteis ou, quando excepcionalmente férteis, provavelmente não desejavam mais engravidar. Quando, apesar de tudo, a gravidez ocorria, optando pelo aborto ou infanticídio, principalmente por não poderem dividir a responsabilidade do filho com o pai. Chamada a profissão mais antiga do mundo, a prostituição nas civilizações mais primitivas tinham uma estreita correlação com a incapacidade de ter filhos e constituir família.

Roupas antigas

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