O infarto depois da menopausa

O infarto do miocárdio 

 

Embora na prática medir médica, seja comum notarmos uma preocupação maior das mulheres em relação ao câncer de mama, as cardiopatias isquêmicas representam uma causa de morte muito mais importante. O infarto agudo do miocárdio é uma das doenças que mais contribui para reduzir a expectativa de vida feminina.

Da mesma maneira que hoje as mulheres vivem mais e cerca de um terço desta existência se passa depois da menopausa, exatamente neste os anos que o perigo da doença coronariana aumenta. Para os homens o risco da doença vascular cresce com o avanço da idade, mas para mulher estes acontecimentos parecem ter uma relação estreita com a queda dos hormônios estrogênios.

Estes hormônios conferem uma proteção contra as doenças cardiovasculares na mulher. Depois da cessação natural das menstruações (menopausa), a ocorrência da doença cardiovascular começa a aumentar progressivamente. Todavia, as mulheres que tenham menopausa após a retirada cirúrgica dos ovários ou que param de menstruar prematuramente, bem antes da média que é em torno dos 50 anos, são enquadradas no grupo de riscos. Para se ter uma ideia, a ocorrência de acidentes coronarianos entre estes milhares e sete vezes superior.

Os principais fatores envolvidos em relação às doenças cardiovasculares são a hipertensão arterial, e o diabetes (ou uma curva de tolerância à glicose a normal) e o colesterol total elevado. No tocante a pressão arterial e a curva de tolerância à glicose, não existem diferenças significativas entre a mulher depois da menopausa e o homem que tem a mesma idade. Por outro lado, a medida que a idade avança, há uma tendência do colesterol da mulher subir em comparação com um homem da mesma idade.

Assim, podemos dizer que o maior número de casos de infarto depois da menopausa pode ser atribuída a elevação dos níveis de colesterol. O infarto agudo do miocárdio é o resultado do entupimento de uma ou mais artérias coronárias que nutrem de sangue todo músculo do coração, garantido o seu funcionamento. Quando uma dessas artérias fica ocluída e deixa de levar o auxílio a uma determinada porção do coração, aquela região do músculo cardíaco sofre um processo de necrose (morte celular) e deixa de trabalhar, podendo comprometer seriamente a eficiência do órgão.

 

Este acidente vascular das artérias que envolvem o coração é conhecido como o infarto agudo do miocárdio. O espessamento da parede das artérias coronarianas e que pode resultar na sua obstrução ou na formação de coágulos é chamado de arteriosclerose. Trata-se de uma doença crônica, silenciosa e de causa desconhecida. Sabemos que a incidência de infartos é maior entre as pessoas com níveis mais elevados de colesterol e, desde então, ele é tido como reprovável pelo desenvolvimento da arteriosclerose.

Este colesterol e as gorduras (triglicerídeos) são transportados no sangue pelas chamadas lipoproteínas. De uma maneira simplificada, estas lipoproteínas que transportam o colesterol podem ser divididas em dois grandes grupos: as de alta e de baixa densidade. As lipoproteínas HDL fazem o transporte reverso do colesterol, Isto é, retirado das artérias exercendo um efeito protetor contra o desenvolvimento de aterosclerose.

 

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